
O Tiro Prático no Brasil é a união de várias modalidades nacionais e internacionais. Por força de lei é dirigido e organizado pela CBTP, com a finalidade de reger o Tiro Prático em todo o Território Nacional, perfazendo um total de 22 Federações, 212 clubes e mais de 2.000 atletas registrados até a data de hoje.
O IPSC usa alvos de papelão que devem ser perfurados com dois disparos, ou metálicos que caem quando atingidos. Trata-se de uma prova onde o resultado é apurado pela divisão dos pontos nos alvos pelo tempo gasto para atingi-los. Uma competição é composta por vários estágios ou pistas, onde são simuladas situações que devem ser "resolvidas" no menor tempo possível, mantendo-se entretanto a precisão. Habitualmente, os organizadores imaginam cenários hipotéticos ou simplesmente "teatrais", muitas vezes divertidos, onde se deve simplesmente atirar muito rápido, com precisão e segurança.
D V C - Diligentia, Vis Celéritas, significa: Precisão Potência e Velocidade. (resolver a pista no menor tempo possível, com a maior pontuação). Este é o grande desafio, pois você faz o seu limite.
Em tais pistas, podem ser colocados obstáculos a serem contornados de diversas maneiras: túneis, janelas, portas, paredes para serem escaladas. Os praticantes precisam correr, pular, deitar e movimentar-se de maneira que tornam o IPSC, antes de mais nada, divertido em sua prática.
Alvos múltiplos, alvos que se movem, alvos que reagem quando alvejados, penalidades ao alvejar alvos não permitidos misturados ou cobrindo parcialmente os outros alvos, obstáculos, movimento, táticas de competição, e, em geral, qualquer outra dificuldade que o desenhista de pistas invente se combinam para manter o entusiasmo dos atletas e o divertimento dos espectadores. As regras do IPSC incentivam a diversificação das pistas para evitar que o esporte fique restrito a um determinado tipo de pista. Inclusive, algumas competições possuem alvos escondidos que aparecem de repente sem que os atletas saibam da sua localização prévia.
Para que seja possível tanta movimentação, é preciso o acompanhamento rigoroso de um árbitro (Range Officer-R.O.) capaz de aplicar imediatamente as determinações de um regulamento rigoroso, elaborado para permitir uma prática segura e igual para todos os competidores. Ao final de cada stage, o atirador tem sua arma inspecionada pelo árbitro, devendo mostrar a câmara vazia e acionar o gatilho fazendo o percussor bater livremente sobre a câmara.
O piso exigido é de terra ou brita, evitando ricochetes. Os alvos metálicos não são presos, cedendo ao serem atingidos e dissipando rapidamente a energia cinética dos projéteis, pois proporcionam um espetáculo visual movimentado com sua queda, informando imediatamente a platéia e os participantes quanto aos acertos do competidor.
As armas utilizadas são Pistolas calibres 380, 38 super, .40, e 45 e Revolver calibre 38 ou 45 acp, equipados ou não, dependendo da divisão em que se pretenda competir, (gatilhos mais leves, travas, botões liberadores, carregadores com maior capacidade, compensadores de recúo, canos bull barrel, guias de mola mais pesados, alça de mira regulável, funil, empunhadura ajustada para a mão do competidor, etc ...). Para os Revólveres não se permite muitas alterações.
Cada tipo de arma compete em sua divisão específica.
Esta é uma característica importante do IPSC: pode-se usar um simples revólver .38, uma pistola .380 ACP e participar das mesmas provas das armas mais incrementadas, só que disputando uma classificação separada.
Em 1958, enquanto todos os competidores do Tiro Prático usavam o tiro instintivo com a arma na altura da cintura, Jack Weaver resolveu inovar em uma competição, usando as duas mãos, fazendo visada... e ganhando. E ganhou diversas provas, sem que ninguém o ameaçasse, até que os outros competidores decidiram parar de rir e adotar a nova metodologia. Mas só em 1970 o exército americano reconheceu a técnica.
No Brasil, alguns praticantes lembram que tudo parece ter começado em 1980, quando um delegado de polícia do Rio Grande do Sul fez o curso de Jeff Cooper e voltou disposto a ensinar o que aprendeu, com apoio de uma determinada indústria de armamento.
No princípio do IPSC havia dúvidas diversas. O que seria mais rápido e preciso: empunhadura com uma ou duas mãos? Tiro com ou sem visada? É possível atirar rápido com armas de calibre maior, mais difíceis de controlar? Hoje em dia, tem-se algumas respostas obtidas a custo de muita prática. Empunhadura dupla, massa e alça de mira no alvo e dedo no gatilho.
O que se procura definir são as categorias de armas: standard para as mantidas com as características originais de fábrica, e open para as modificadas livremente.
As federações têm uma categoria especial para pistolas .380 ACP, denominadas como Light e revólveres .38 com canos de 6 polegadas, que são sem dúvida a porta de entrada para o Tiro Prático, devido ao baixo custo e facilidade de aquisição.
Pistola Open - a arma não tem limite de modificações e é uma verdadeira "formula 1"- calibre normalmente utilizados 38super ou 9x23.
Pistola Standard - a arma deve ser original de fábrica, com pequenas modificações e deve caber dentro da "caixa" - calibre normalmente utilizado .40 ou .45.
Pistola Modified - a arma não tem limites de modificações, mas deve caber dentro da "caixa" - calibre normalmente utilizado .40 ou .45.
Pistola Light - a arma é uma standard original de fábrica - calibre .380 ou .765 (não regulamentada pela CBTP apenas pelas Federações Estaduais).
Damas - pode participar com qualquer tipo de arma.
Junior - categoria até 21 anos.
Sênior - categoria com mais de 50 anos.
Provavelmente a mais difícil das provas de tiro. A modalidade é regulamentada por dois órgãos diferentes, a IHMSA (International Handgun Metallic Silhouette Association) e NRA (National Rifle Association), respectivamente para armas curtas e longas. No Brasil, a CBTP (Confederação Brasileira de Tiro Prático) assumiu o controle por dificuldades burocráticas, mas as características destas provas são tão diferentes das demais que acabam exigindo estandes próprios.
Os alvos são silhuetas metálicas lembrando o perfil de galinhas, porcos, perus e carneiros, em tamanhos adequados aos três calibres utilizados, .22 LR, .38 SPL e livre. São colocados sobre suportes, em filas de 5 e a distâncias que também dependem do calibre, entre 25 e 200 metros.
Esta prova consiste em alvos 5 dispostos à 5 e 10 metros de distância, com tempos pré determinados de 3 à 10 segundos para cada série de 05 disparos, sendo que em todo início as mãos deverão estar na altura dos ombros, a arma no coldre e os alvos deverão ser atingidos no centro.
Para que se tenha uma idéia da evolução, houve a necessidade de se criar o "X", para desempate pois é comum diversos competidores atingirem a pontuação máxima de 300 pontos.
A distância para esta prova é de 15 metros fixos, tempo pré determinado, com 20 disparos totais, alvo duplo, (10 disparos em cada), com pontuação de 1 a 10, com "X", para desempate, pois também é comum se atingir a pontuação máxima de 200 pontos.
São duas as categorias: NRA Rápido e NRA II. Para o Rápido a distância é fixa de 25 metros com tempos de 80 e 100 segundos para cada série de 24 disparos, sendo 6 em pé, 6 ajoelhado, 6 sentado e 6 deitado, com tempo corrido. No NRA II são efetuados um total de 60 disparos, com distâncias variando de 15 à 50 metros, também com posições variadas.
Fonte: www.caixapanrio2007.com.br