Relação existente entre atleta com qualidade natural e atleta com qualidade adquirida

03-11-2010 10:15

 

A hereditariedade abrange o campo de características transmitidas dos pais para seus dependentes, contribuindo para as diferenças de cada ser humano como estrutura, capacidades e funcionamento de todos sistemas.

Para explicarmos qualquer comportamento hábil existe a controvérsia entre a influência da hereditariedade ou a aprendizagem no desempenho atlético, a questão da natureza se opondo a do treinamento. Observamos que quando falamos em atleta nato, seu sucesso deva-se somente à hereditariedade e não que ele adquiriu através da aprendizagem no treinamento, será isto uma crença.

Desempenho desportivo não é o único campo em que a genética se aplica, e não se restringe somente, havendo no momento diversos estudos em universidades sobre os efeitos genéticos com a inteligência humana em um modo geral.

Uma porção de nosso comportamento será determinada pela união de fatores genéticos e fatores adquiridos. Será difícil avaliar exatamente qual a porcentagem que estes fatores contribuem para o desempenho desportivo, e provavelmente, a proporção oscila dentro dos vários comportamentos que o homem apresenta, a hereditariedade fornecerá as estruturas básicas para o desempenho efetivo, mas como esta qualidade será desenvolvida é outra questão.

Segundo Anne Anastasi (American Psycological Association) o organismo que reage é um produto de seus gens e meio ambiente em que viveu, enquanto o ambiente em que se encontra, provê o estímulo imediato para o comportamento que está ocorrendo, isto é, o desempenho do atleta é um produto de características herdadas, habilidades desenvolvidas, e das estruturas que cercam sua atividade (condições de jogo).

As qualidades específicas e gerais contribuem para a realização com sucesso, e a capacidade de um atleta praticar futsal profissionalmente não assegura o mesmo desempenho ao praticar tênis, por exemplo, e pelo mesmo motivo o treinamento de futsal não assegura um desempenho de alta performance quando as aptidões e as características pessoais estão em falta.


A genética e a experiência no ambiente contribuem para o desempenho desportivo.

De acordo com o provérbio "A prática leve à perfeição" devemos praticar os exercícios muitas vezes até que consigamos alcançar um alto nível de habilidade. A repetição deve melhorar, entretanto, a prática em si mesmo não leva necessariamente a um alto nível de desenvolvimento, por que se houver a prática sem conhecimentos e objetivos significativos dos resultados acontecerá apenas um pequeno progresso citado . Devemos avaliar como está o desempenho em relação ao ideal, para podermos alcançar os objetivos pré estabelecidos. Se o atleta não sabe como está em relação ao ideal, como poderá melhorar com a prática?

A mesma quantidade e qualidade de prática não é igualmente benéfica a todos atletas, variáveis genéticas e experiências anteriores permitirão que alguns assimilem mais, outros menos com a mesma planilha de treinamento. As técnicas e expectativas deverão ser diferenciadas entre os atletas do mesmo grupo.

Podemos concluir que a mera prática não garante o sucesso do movimento, a qualidade da prática, que inclui muitas considerações aumenta a possibilidade de realizar os movimentos com alto grau de desenvolvimento.


Autor: Sandro Parise

 

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