BASQUETE - TREINAMENTO INTEGRAL EM CATEGORIA INTERMEDIÁRIA.parte II

03-11-2010 12:32

A DEFESA - O basquete é um jogo de ATAQUE E DEFESA constante, portanto não se pode sempre trabalhar o ataque e esperar que por iniciativa própria se defenda. Para isto existem fundamentos de defesa que a maioria dos jogadores NÃO domina por completo, assim deve se ter um cuidado extremo com isso.
Os tempos de hoje exigem que um jogador de basquete domine ao menos três tipos de marcações defensivas: POR ZONA, INDIVIDUAL E PRESSIONADA, das quais analisaremos na sua essência a individual; base de todos os fundamentos defensivos (ganhar posição, contestar arremessos, realizar bloqueio, antecipação, etc.).
A marcação individual utilizada nesta categoria deve ser simples, quer dizer “homem a homem”, já que seu objetivo é aprender a marcar se deve impedir que o jogador perca de vista “seu homem”, ao mesmo tempo que lhe inculca uma determinação obsessiva por impedir a anotação fácil de pontos de seu adversário, obrigando-o a passar a bola.
Em defesa deve ser instruída à base de trabalhos de exigência física. Aqui o treinador tem que utilizar toda sua capacidade e assessorar-se por um especialista em psicologia que o ajude a preparar documentos, palestras e vídeos sobre o ato defensivo, criando a necessidade e o entusiasmo do grupo por impedir qualquer tipo de anotação de pontos. Não esquecer nunca que “A DEFESA SEMPRE ESTÁ COM UM” já que é só tenacidade e desejo por impedir o rival de vencer este duelo. 
Dentro do treinamento podemos utilizar trabalhos de estações e circuitos de percurso onde se executam deslizamentos e confrontos 1 x 1 a máxima velocidade. Este é o trabalho mais tedioso para o grupo, por isso antes de realizar alguma seqüência ou nas pausas entre as mesmas conversar sobre alguma partida, ou fazer comentários sobre a defesa de um jogador de renome. De certa forma motivá-los para o trabalho físico forte, onde os componentes anaeróbicos e de força rápida são predominantes e a pressão por vencer o duelo provoca o aparecimento do stress.

10) RECEPÇÃO DE PASSE ADIANTADO ENQUANTO DOIS ADVERSÁRIOS FECHAM A LINHA E PRESSIONAM O PASSAR DA ½ QUADRA, TENTANDO LEVAR O ATACANTE PARA A LINHA LATERAL .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre a marcação por zona se pode afirmar que esta, só serve em determinados encontros ou situações, mas não se deve desmerecê-la. Para a preparação da defesa por zona podemos atribuir postos por graus de agressividade defensiva localizando os pontos chave para a defesa.
Estes pontos complementarão à medida que o jogador faça sua essa posição, isto se ajuda ainda mais se lhe atribui a posição com um raio de ação de 5 metros como máximo para o acionar defensivo; quer dizer se o atacante entra em sua zona, este jogador o marcará de forma individual, eliminando qualquer possibilidade de ter liberdade em sua posição.

 

 

GRAU DE RESPONSABILIDADES DOS JOGADORES EM UMA DEFESA ZONA 3-2, COM UMA LIMITAÇÃO EM SEU RAIO DE AÇÃO NÃO SUPERIOR A 5 METROS.

 

 

 

 

 

 

 

                     INTELIGÊNCIA

 

                                                            TENACIDADE                 TENACIDADE

 

                           FORÇA

 

                 

 

 

                       

 

EXPLICAÇÃO BÁSICA PARA SE ARMAR UMA DEFESA COM BASE NAS POSIÇÕES E CARACTERÍSTICAS DOS JOGADORES.

 

                                                                            

Para o trabalho de defesa por zona é excelente treinar em jogo 5 x 5 com prêmio à defesa ou ao ataque podendo ser desde trabalho físico de musculação até trabalhos diferenciados para os ganhadores, o que ajuda a motivar ainda mais aos treinandos tanto para atacar quanto defender.
Agora bem, ao falar de PRESSÃO se deve entender que é uma marcação individual que procura exclusivamente pressionar o jogo do adversário. Para um atleta na categoria intermediária pode resultar um tanto complicado o entendimento e variabilidade deste tipo de marcação, ainda mais que o início desta tem sua base na tentativa de passe do adversário.
Para ajudar a compreender e utilizar corretamente a PRESSÃO, o trabalho deve ser sempre enfocado em confrontos 1 x 2 , onde dois defendem agressivamente e a ordem é obrigar o seu adversário a deslocar-se de costas. Isto também é conhecido como “TRAP” ou armadilha, muito utilizado por equipes profissionais.

  TRABALHO 1 X 2 OBRIGANDO O ATACANTE A DESLOCAR-SE  PRÓXIMO ÀS LATERAIS.

Este tipo de trabalho motiva bastante os jogadores já que incentiva a buscar sempre colocar o atacante em apuros.  Assim que seja dominado o conceito de “2 na bola!” , veremos como podemos modificar series de trabalhos intensos  aonde desenvolveremos agressividade, força, tenacidade e desejo por conseguir a bola.

 

 
 

 

  CÍRCULO DE ATACANTES QUE PASSAM A BOLA, DOIS DEFENSORES TENTAM PRESSIONAR O PASSE.

 

Complementando estes trabalhos encontramos um sério avanço no nível de defesa com pés, pois se vai descobrindo através dos exercícios que a melhor maneira de pressionar é com os pés. Dominado isto se pode enfocar no jogo, buscando as distintas variantes para a aplicação da PRESSÃO (depois de cesta, ao atravessar a meia quadra, cobrança de lateral ou de fundo, etc.) tanto em marcação individual quanto por  zona.

 

Devido a que os treinandos ainda não dominarem bem o conceito, é bom que se empregue e, variadas ocasiões dentro dos treinamentos, encontros amistosos e nas conversas técnicas, sempre recordando que se busca pressionar o passe, não tomar a bola arriscando-nos a cometer uma falta desnecessária.

ARREMESSO

O fundamento mais utilizado dentro do jogo e a chave para se alcançar a marcação de pontos é um dos que menos se corrige e treina de maneira adequada.

            A técnica de lançamento normalmente se vê prejudicada pelas carências de força e má compreensão do gesto técnico. Para isto, o treinador deve de forma quase imediata ao tomar um grupo de alunos é checar quais são as falências técnicas de maneira especial o arremesso, analisando em uma escala de apreciação os aspectos parciais do gesto.

 

ARREMESSO

SIM

NÃO

EMPUNHADURA

 

 

FLEXÃO DE COTOVELOS

 

 

FLEXÃO DE PERNAS

 

 

EXTENSÃO DE COTOVELOS

 

 

EXTENSÃO DE PERNAS

 

 

OLHAR ELEVADO

 

 

FLEXÃO DE MUNHECA

 

 

 

TABELA 1: AVALIAÇÃO DO GESTO TÉCNICO.

O arremesso nesta etapa não pode ser deixado de lado já que é a instância necessária para garantir por toda vida a execução do gesto técnico correto, para isso se deve dedicar ao menos uma sessão por semana enfocada no treinamento do arremesso de diferentes posições na quadra e com diversas exigências que induzam à melhoria técnica e efetividade do gesto.
Além do mais é fundamental enfocar o treinamento de lançamentos pouco freqüentes como ganchos e bandejas passadas, como também o uso da tabela para a conversão de algum tento. Outro fator fundamental para a estimulação da precisão do lançamento é o uso de competições entre os atletas, o que produz um grande benefício à técnica, efetividade, rapidez e confiança no chute. Isto leva a uma boa mecanização do gesto, portanto depois de mecanizado é recomendável colocar defensores que contestem os arremessos, simulando o jogo real.
O lance livre também deve ser treinado de maneira exaustiva, devido a sua importância dentro do jogo. Aqui ao termino de cada exercício e ao final da sessão de treinamento é recomendável executar uma série de arremessos e registrá-los em um diário com a finalidade de verificar os progressos na conversão.

O REBOTE.

Este é um fundamento pouco explorado por causa do pouco conhecimento que se tem por não se ter vivenciado a posição anteriormente. O rebote necessita muita vontade de apanhar a bola e uma boa localização dentro da quadra, o que dentro do jogo se pode gerar facilmente; dentro do treinamento temos muitas oportunidades para treinar o rebote sem sacrificar outros fundamentos nem aumentar a carga de trabalho físico suportável dentro da sessão. A maioria dos grandes
reboteadores só consegue apanhar a bola através de uma preparação conjunta, já que enquanto uns arremessam, outros podem capturar os rebotes e dessa forma estão trabalhando dois fundamentos necessários e complementares sem perder de vista também sua parte física e mecanização de gestos. Nesta categoria, o treinador não pode fechar nenhuma alternativa a respeito do treinamento de seus homens “grandes”, no qual deve trabalhar este fundamento tanto quanto o resto dos componentes do jogo. Também pode realizar trabalhos específicos para o rebote, que possuam um alto grau de exigência física e mental, para que não só os atletas vão em busca da bola, mas também enfrentem a situação, reconheçam, apliquem fundamentos e capturem um rebote. Recorde: “um rebote (ofensivo-defensivo) podem salvar-nos de perder uma partida”.

       
 

   
 

 

 

 

 

 Fig. : REBOTE DE AMBOS LADOS EM SÉRIES E GRAUS DE EXIGÊNCIA VARIADOS.

 
 
 

 

 

 

 

 Fig. : LANÇAMENTO À TABELA E BUSCA DE SEU PRÓPRIO REBOTE.

            Todos estes trabalhos devem ser configurados segundo as expectativas do desenvolvimento que se deseja atingir com os jogadores e pode ser baseado em circuitos de exercícios pliométricos básicos como os DROP JUMP (saltos e quedas), ou combinações de exercícios físico-técnicos.

 

O TREINAMENTO.

O jogador de basquetebol sempre espera com ânsia o treinamento e faz todo o possível para demonstrar suas habilidades no decorrer do mesmo. Esta motivação que propicia o jogador é de vital importância e não se pode deixar passar porque “ASSIM COMO TREINA, DEPOIS JOGARÁ”, o que serve de grande estímulo se nas práticas também se dominam certos resquícios estatísticos e se os anunciam a seus jogadores.
O treinador deverá criar tabelas que não só verifiquem o rendimento físico segundo suas habilidades, mas, que também deve verificar os progressos em quadra que os atletas vão tendo, formular tabelas semanais que moldem o rendimento dos arremessos de meia-distância, triplos e lances livres, em situações de pressão quantos passes corretos pode dar um armador, etc. Tudo isto vai progredindo simplesmente em função do desenvolvimento de conceitos e decisões mais claras para enfrentar uma partida.

No aspecto psicológico é bom revisar por meio de sociogramas de fácil aplicação quais são
os grupos e companheiros mais idôneos dentro da quadra, isto pode ajudar muito para a geração de uma rotação de substituições mais confiáveis e assim a obtenção de melhores resultados. Também é bom procurar a assessoria de um especialista que determine as características de cada indivíduo e do grupo como um todo, representando com isto o tipo de estímulo necessário para adequar os sistemas de ataque e defesa.

 

A DISCIPLINA DO TREINAMENTO

Nossos jogadores, normalmente se vêem prejudicados no aspecto disciplinar por causa das confrontações entre os estudos e sua afeição pelo basquetebol, já que muitas vezes sua tendência é esquecer uma das duas partes. É por isto, que é bom distribuir bem horários de estudo, apoio pedagógico e os treinamentos para assim afiançar um equilíbrio de horário necessário para um progresso uniforme e eqüitativo dessas atividades.

A maioria dos jogadores carece de um conceito de disciplina coerente e condizente com a exigência que impõe o esporte, para refletir num fundamento específico, supõem que já sabem tudo e não demoram em demonstrar isso; seu desdém aparece como um traço característico da idade a qual atravessam (14 -15 anos). Tudo por causa de seus conhecimentos “avançados” e seu reconhecimento como jovem ante a sociedade, não obstante, estas armadilhas que aparecem em nosso campo de ação são fáceis de contornar, já que com atividades de autoconhecimento, motivação e reforços “positivos”, como guias de estudo em temas referentes à história, técnicas ou táticas do basquetebol que se estejam aplicando no momento e se refiram à progressão estipulada de antemão no projeto de treinamento anual, pode-se diminuir em grande medida a arrogância e a falta de disciplina do jovem. Em resumo, há que lhe fazer entender que esta atividade quiçá não lhe remunere num futuro dividendos para sua sobrevivência, mas lhe engrandecerá e melhorará no plano Interpessoal, bem como também, o adequará a um estilo de vida diferente, rico em experiências pessoais e coletivas que em seu devido momento lhe arrecadará alguma satisfação.

Os processos de ensino–aprendizagem que se obtêm através de uma atividade disciplinada são mais duradouros e estáveis através do tempo, é por isto que é necessário afiançar uma forma de atuar concreta e cheia de expectativas para assim não perder nenhum interessado em crescer no basquetebol. Como por exemplo, o ter horários fixos para os treinamentos, apresentar no início do trabalho os objetivos gerais do processo assim como os objetivos de cada sessão de treinamento, planejar conforme as expectativas do grupo e seu nível de desenvolvimento (não podemos querer ganhar um campeonato se nem sequer estabelecemos de que maneira vamos jogar). A missão do treinador neste caso é de formalizar todos os aspectos relativos à entrega dos conhecimentos segundo uma progressão de elementos, a incorporação dos novos e o tempo de treino que se mantenha durante o processo. Com isto atingirá o grupo, consolidará as expectativas de lucro propostas, ajudará a organizar melhor o tempo e o grau de atenção dos jovens em cada sessão e obterá novas formas de apreciar o trabalho realizado, dando um sentido mais especial à prática desportiva. Além, de melhorar disciplinarmente aos jovens, focando-os a trabalhar pelo objetivo proposto.

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